Os
católicos devem voltar a ser uma presença significativa
na política italiana, para o bem do país. Esta é uma
das principais mensagens do encontro de apresentação do documento
preparatório da 46ª Semana Social, realizado em 22 de julho.O
evento, realizado em Roma no Palácio Giustiniani do Senado, que
contou com a presença dos líderes dos principais partidos italianos,
foi aberto pelo presidente do Senado italiano, Renato Schifani, e pelo presidente
do comitê científico e de organização das Semanas
Sociais dos Católicos Italianos, Dom Arrigo Miglio."Esperamos que a próxima semana social represente um sinal concreto
de empenho por crescer na esperança", disse Dom Arrigo Miglio
em sua intervenção, na qual retomou as palavras de Bento XVI
ao reafirmar que a Igreja "tem o bem comum em seu coração,
o qual nos convida a partilhar os recursos econômicos, intelectuais,
morais e espirituais, aprendendo a enfrentar juntos, em um contexto de reciprocidade,
os problemas e desafios do país"."Ver a Itália sob uma perspectiva unitária e solidária
- sublinhou o prelado - significa enxergar não apenas seus problemas,
mas também os recursos à disposição", tendo
em mente que "o país não crescerá se não
estiver unido".Renato Schifani, por sua vez, recordou que "a Itália conheceu
momentos da real fratura no seio da comunidade nacional, que foram superados
somente quando se conseguiu recompor uma unidade fundamentada em princípios
e ideais plena e concretamente partilhados".Segundo o presidente do
Senado, "saber partilhar não implica
num desrespeito aos papéis, atribuições e funções
determinados segundo as regras da democracia madura da alternância;
ao contrário, significa se sentir parte, protagonistas até o
fim, dos ideais que mantêm a coesão nacional".No que se
refere à presença dos católicos no âmbito
político, Schifani afirmou que "o protagonismo dos católicos
deve ser avaliado concretamente, com posicionamentos concretos em relação
aos temas prioritários".Para ele, o problema não é a ausência de católicos
na esfera política, mas sim o fato de que "a presença
dos católicos não é plenamente capaz de se fazer perceber".Em
uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, Edoardo Patriarca,
lembrando a expectativa manifesta pelo Papa Bento XVI sobre o nascimento
de uma nova geração de católicos comprometidos com a
política, disse que, ao falar com os jovens sobre política,
nota-se claramente sua desilusão."Porém, devo dizer que, percorrendo nosso país neste
ano, acompanhado por outros amigos, descobrimos muitos jovens atuando na
administração pública (...); creio que estão
desenvolvendo e amadurecendo novas vocações políticas.""Penso que o convite à responsabilidade dos católicos,
dos leigos católicos, é urgentíssima (...). Penso que
os católicos têm tanto a oferecer, que não fazê-lo
constituiria um pecado de omissão."."Não escondo os esforços que temos empreendido a fim
de conscientizar os políticos de inspiração cristã -
aqueles que se dizem católicos - a buscarem na Doutrina Social da
Igreja um fio condutor que os oriente em sua atuação."
"Acredito que esta via deva ser promovida e reforçada",
concluiu.
Fonte: Zenit.org
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